Centro de Memória

17/05/2017 16:30

Conversando com a sua História abordou o governo eclesiástico durante o Brasil colonial

Conversando com a sua história

O governo eclesiástico, a sua administração no Rio de Janeiro, o seu alcance e a sua eficácia, durante os séculos XVI e XVII, foram pautas do Conversando com a sua História – projeto de autoria do Centro de Memória da Bahia, nesta terça-feira (16). O encontro foi ministrado pelo professor da Universidade Federal da Bahia, Evergton Sales Souza que explanou bem detalhes do referido período histórico brasileiro.

“O governo eclesiástico na América portuguesa, séculos XVI e XVII” foi o tema da palestra que integra a série sobre religião deste mês. O evento ocorreu na Biblioteca Central do Estado da Bahia, no espaço Xisto. Há dez anos, o professor tem se dedicado à estrutura do enquadramento religioso, não só no Brasil, mas também em Portugal.

Privilegio o meu olhar à Igreja diocesana. Tento mostrar que nesse enquadro, há um papel fundamental que é jogado pela igreja e que se relaciona com a sociedade através dos bispos e padres. Vale salientar que no período colonial a igreja anda de mãos dadas com a política. É inegável sua influência na sociedade”, disse Evergton.

Plateia do Conversando com a sua históriaUm dos objetivos de Evergton, que é doutor em História Moderna e Contemporânea pela Universite de Paris IV, é saber até onde os braços eclesiásticos podiam alcançar, até mesmo em lugares periféricos, mais distantes dos centros urbanos. “O centro naquela época ficava no Nordeste, era Bahia e Pernambuco. Nesse contexto, o Rio de Janeiro é um local periférico”, comentou o historiador.

“De o modo geral, o estudo se propõe a entender uma parte da nossa história e tentar compreender o papel que a Igreja católica teve na construção dessa história”, salientou Evergton. A estudante de história, Marisa Machado, foi ao Conversando justamente por este motivo: “estudar a Igreja é estudar a história do Brasil colonial e como essas relações se davam juntamente com a política e a sociedade”.

Já a historiadora, Carmem de Farias, disse que sempre que pode vai ao Conversando com a sua História: “Meu foco principal é a América Latina, mas também tenho muito interesse pela história da Bahia, porque acho que todos os baianos deveriam saber mais sobre o seu passado”.

CMB - O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), tem como objetivo a difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos. Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.

Fotos: Clóvis Sampaio

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