Centro de Memória

14/07/2017 17:10

​Centro de Memória da Bahia leva Aulas Públicas a escolas e colégios públicos de Salvador

​Centro de Memória da Bahia leva Aulas Públicas a escolas e colégios públicos de Salvador

A Rota da Independência está percorrendo novos campos e espaços. Através das Rotas Históricas, o Centro de Memória da Bahia – vinculado à Fundação Pedro Calmon/SecultBA – realiza, ao longo do mês, Aulas Públicas em seis escolas municipais e estaduais de Salvador. O doutorando em História pela Universidade Federal da Bahia e especialista em História da Bahia, Marcelo Siquara, está à frente das aulas.

O primeiro encontro aconteceu nesta sexta-feira (14) na Escola Municipal General Labatut, em Pirajá, com crianças do 4º e 5º ano. Na ocasião, o professor trouxe importantes informações sobre o processo de Independência na Bahia e enfatizou a Batalha de Pirajá, o que trouxe proximidade local e histórica aos alunos.

“Chegou um dado momento em que o Brasil não queria mais ser dependente de Portugal, e tem início então um processo de lutas pela independência. Vale ressaltar que a cidade que conhecemos hoje era completamente diferente. Havia muitas florestas, carroças, cavalos e o chão era de barro.”, contextualizou o professor.

Ele continuou falando sobre a importante Batalha: “os alimentos chegavam em Salvador através de Pirajá, que era um local estratégico para definir o desfecho da guerra”. As crianças foram participativas e falaram sobre o General Labatut – o comandante contratado para comandar as tropas brasileiras.

“O comandante determinou que Corneteiro Lopes tocasse o som de retirada. No entanto, ao invés disso, ele tocou o sinal de ‘cavalaria avançar’ e em seguida ‘degolar’. Isso acabou assustando as tropas portuguesas, que recuaram”, disse Siquara.

As batalhas e os soldados

Havia contrates significativos entre os exércitos português e brasileiro: “o exército português era treinado, tinham fardamentos e armas. No outro lado da moeda, tinha o Brasil, que para começar nem tinha exército. A população era muito pobre e pessoas comuns, como negros e comerciantes, foram convocadas a se juntar às lutas” explicou Marcelo Siquara.

​Centro de Memória da Bahia leva Aulas Públicas a escolas e colégios públicos de Salvador

O diretor da Escola, Antônio Jorge, elogiou a iniciativa: “quando vem um professor de fora para ensinar, valida e valoriza o conhecimento. Os alunos se sentem importantes porque têm voz, podem falar o que já sabem. Essas aulas são importantíssimas, os alunos ficam muito entusiasmados”.

Richard Oliveira, do 4º ano, concorda. “Aprendi muitas coisas novas, como por exemplo, a forma que acabou a Batalha de Pirajá e porque o nome da rua onde moro é 8 de novembro [dia da batalha]”.

Aulas Públicas – As aulas ainda acontecerão na Escola Estadual Teodoro Sampaio (Pirajá) em 18/07; no Colégio Estadual Alberto Santos Drumont (Pirajá) no dia 19/07; na Escola Municipal Professora Alexandrina Santos Pita (Pirajá) em 20/07; no Colégio Estadual Cesari Casali (Pirajá) no dia 21/07; e no Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira (Paralela) no dia 24 de julho.

Independência do Brasil na Bahia - A Fundação Pedro Calmon/SecultBA realiza, ao longo de todo o mês, diversas atividades por meio de suas Diretorias do Livro e Leitura, de Bibliotecas, no Arquivo Público e Centro de memória da Bahia no intuito de celebrar a Independência do Brasil na Bahia. São palestras, oficinas, debates, artigos, publicações, contações de histórias e exposições, que resgatarão a memória das lutas do povo baiano por sua liberdade.

Fotos: Amanda Moreno

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