Fundação Pedro Calmon

06/11/2017 15:40

#NovembroNegro: Criação para a Comissão de Trabalho em homenagem aos 220 anos da Revolta dos Búzios

#NovembroNegro: Criação para a Comissão de Trabalho em homenagem aos 220 anos da Revolta dos Búzios

No dia 22 de novembro, às 9 horas, o diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, fará a assinatura da instalação de uma Comissão Organizadora das comemorações dos 220 anos da ‘Revolta dos Búzios’, na sede da Fundação na avenida 7, no centro da cidade. A Comissão Organizadora terá por finalidade organizar, elaborar, coordenar e aprovar a programação das atividades a serem desenvolvidas sob o marco das comemorações dos 220 anos da Revolta dos Búzios, que ocorrerá em 12 de agosto de 2018.

Em 12 de agosto de 1798, as ruas da cidade de Salvador amanheceram cheias de boletins e pasquins feitos por Luís Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas do Amorim Torres, Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento.

Eles eram os lideres do movimento conhecido como a Revolta dos Búzios. Inspirados nas ideias da revolução francesa, os desejos de igualdade, fraternidade e liberdade conseguiram unir os diversos setores da sociedade baiana que sofriam com o peso da opressão do governo português.

Convocando a população para uma ‘revolução’ que implantaria a ‘República Bahiense’, eles conclamavam a população a se rebelar contra o domínio de Portugal. “Animai-vos, povo Bahiense, que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade, o tempo em que seremos todos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais”.

De acordo com Zulu, essa Comissão terá uma grande responsabilidade, porque a “Revolta dos Búzios se insere no contexto da construção de políticas públicas de ações afirmativas, que beneficiam um número maior de afrodescendentes no Estado da Bahia. Os heróis idealizavam levar adiante um projeto que se configurou em uma avançada política de descolonização e democratização da Bahia, que resultou em um programa político popular, cujos eixos principais eram a República, a democracia representativa, a autonomia regional e a igualdade racial”, avaliou.

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