#FPCEntrevista

12/06/2019 14:00

#FPCEntrevista Saulo Dourado: Padrinho do Escritores Escolares tece comentários sobre a importância do projeto

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O Concurso de Poesia e Redação para Escritores Escolares, realizado pela Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa) por intermédio da Diretoria do Livro e Leitura (DLL), já revelou diversos talentos juvenis em suas quatro edições alcançadas.


Para entender melhor o sentimento de participar de um concurso, o FPC Entrevista conversou com o padrinho da quinta edição do Concurso, o professor Saulo Dourado (29), licenciado e mestre em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).


Saulo, que também é escritor e autor de diversos contos e livros, nasceu em Irecê, interior baiano. Vive em Salvador desde a infância e já participou de diversos concursos literários.


Para você, no que consiste a importância do concurso na vida desses jovens?


Quando eu tinha 14 anos, ganhei um concurso literário chamado Ferreira de Castro, em Portugal. Foi um assombro para mim e funcionou como uma legitimação. Só senti que eu poderia reivindicar o espaço de escritor no mundo nesse instante. Para quem escreve e é jovem, um aval externo é fundamental para se acreditar no sonho de ser escritor. O concurso funciona muito bem para permiti-los a realizarem seus desejos. Para além do prêmio, a participação, a entrega, a ideia de ser lido.


Qual seria o papel dos pais e até mesmo dos professores no estímulo de filhos e alunos a escreverem?


Potencializar o desejo e, se não parece existir ali, experimentar gêneros diversos de escrita. Às vezes, um garoto ou garota acha que não gosta de escrever porque não gosta de texto dissertativo, mas é excelente com impressões do cotidiano, com diálogos, com correspondências. Descobrir uma escrita faz descobrir uma leitura. A escrita forma leitores e não só o contrário.


De acordo com o seu ponto de vista, tendo o Escritores Escolares como exemplo, por que os jovens devem participar de concursos literários?


Para encontrar sua turma. Alguém que gosta de escrever e gosta de ler, às vezes, pensa que está isolado, a depender do contexto, e com os concursos ele percebe que faz parte de um coletivo. Só por saber que há centenas de pessoas da própria idade também parando suas rotinas para colocarem ideias e sentimentos num papel pode provocar um alívio, uma motivação, uma vocação.


Na última edição, cerca de 1200 participantes se inscreveram no concurso com 18 deles premiados. Qual o significado disso?


Os jovens estão escrevendo e estão lendo sim. Aqueles que participam e não são premiados podem ser notados em suas próprias unidades escolares, para que a participação seja um prêmio em cada lugar.


Quais as expectativas para as próximas edições?


Crescer o número de participações, não só por uma questão de sucesso estatístico, mas para se representar com cada vez maior fidelidade o número de jovens que gostam de escrever na Bahia.


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