Centro de Memória

05/07/2019 17:30

6º parada da Rota da Independência visitou locais históricos da luta pela independência do município de Cairu

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O clima praieiro do munícipio de Cairu ganhou novo contexto nesta quinta e sexta-feira (04 e 05). Isto porque, a Rota da Independência desembarcou em Morro de São Paulo para a realização da sexta etapa do projeto que vem revisitando marcos históricos nas lutas pela Independência do Brasil na Bahia.

Realizado pelo Centro de Memoria da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa), a Rota reforça a importância histórica e simbólica de algumas cidades que sediaram batalhas pela Independência. O coordenador do CMB, Valdiclei Vilas Boas, comentou que o compromisso da instituição é com a salvaguarda da memoria baiana e que a proposta da FPC é estreitar estes laços para debater em diferentes segmentos a história. "Estamos de portas abertas para provocações como estas, que valorizam a memoria do povo baiano", concluiu.

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A programação da Rota em Morro foi aberta na quinta (04) com aula pública pelos espaços históricos que abrigaram as lutas e os contos desde o período colonial. O conteúdo da aula e outras curiosidades estarão disponíveis na Exposição Museográfica de Morro de São Paulo, no Forte do Ponte, que será inaugurada ainda este ano para visitação.

Michele Costa, a superintendente da secretaria de Cultura de Cairu, explica a importância de projetos como a Rota, para valorizar a proposta do turismo histórico em Morro. "Esta iniciativa é singular e valoriza a participação de Cairu no processo pela Independência do Brasil".

Na sexta (09), as conversas também seguiram no sentido da preservação patrimonial, a partir da contextualização histórica. Francidreia Pimentel é nativa de Morro, professora e especialista em historia e cultura do Brasil. No mesmo sentido, ela ainda endossou a história do Morro, no contexto da formação da identidade.  "É importante entender de história para fortalecer a cultura e a cidadania das pessoas que aqui vivem". Ela ainda acrescenta que "é através desse conhecimento, que percebemos como nossos antepassados conduziram a história, a qual hoje somos protagonistas", conclui a professora.

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Além de turistas e moradores locais, estudantes do curso de Museologia da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) acompanharam toda a Rota. A turma foi a Morro exclusivamente para participar destes dois dias de aulas e debates. A estudante Juliana Vitoria comentou o quanto a formação fora da sala de aula complementa de forma real na profissão, por proporcionar novas vivências. Ela ainda reforçou explicando que Rota possibilitou novos olhares para os espaços históricos e contribui para formação da identidade da população. "Saímos desta experiência, mais atentos a valorização da memoria no sentido patrimonial e também, do conteúdo histórico", finalizou Juliana.

A professora da UFRB, Patrícia Verônica, responsável pela turma e também palestrante da Rota de sexta, fechou o debate chamando atenção para a necessidade de cultivar esta atenção patrimonial paralelo ao turismo praieiro, me Morro. Para a mesma, Morro tem potencial cultural e histórico para capitalizar este tipo de turismo também.  A Rota da Independência, Batalhas ao Mar, foi encerrado com apresentação do grupo de Capoeira Metre Kilombola, de Mestre Carlito.

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