Fundação Pedro Calmon

29/11/2019 10:40

Feira de Economia Solidária no Flin fortalece cooperativismo entre empreendedores de Cajazeiras

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Fotos: ASCOM/FPC

Uma rede de empreendedores de Cajazeiras foi criada a partir do Festival Literário Nacional (Flin). Isso, porque durante os meses que antecederam o festival cerca de 20 empreendimentos estiveram ativamente envolvidos nas reuniões e formações sobre Economia Solidária no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras - mesmo local que acolheu o evento de 12 a 15 de novembro. Os encontros ocorreram enquanto aconteciam as ações de mobilização da comunidade no Pré-Fli.

De acordo com a Setre (Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte), a organização desse espaço aproximou os profissionais autônomos de projetos de cooperativismo e de possibilidades de financiamento pelo CrediBahia. A parceria da Secretaria com a Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult) resultou em uma Feira de Economia Solidária com disposição de 18 barracas, 3 toldos e um horizonte de movimentar a economia local durante o festival.

Para Mércia Porto, coordenadora de inovação e fomento à economia solidária da Setre, a experiência contribuiu efetivamente para a socialização de informações de como acessar as políticas públicas e a assistência técnica do Cesol (Centro Público de Economia Solidária da Bahia), bem como uniu os empreendedores, favorecendo projetos conjuntos a longo prazo.

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"Do ponto de vista da comercialização, os produtos que tiveram maior saída foram os alimentícios, mas para a gente foi muito positivo e sempre é, quando vemos que nossas ações podem mudar a vida das pessoas", comentou.

A artesã Lu Gil, moradora da Fazenda Grande 3, disse ter sido uma oportunidade valiosa, por ser o primeiro evento literário de grande porte realizado no bairro. "Me descobri artesã há 3 anos e é a primeira vez que exponho meus produtos em um evento grande no meu próprio bairro. Estamos aqui aproveitando a oportunidade desse trabalho muito bacana que é esse festival, que está muito lindo, diga-se de passagem".

Todos os 20 empreendimentos que participaram da construção da feira no festival comercializaram na Feira da Economia Solidária. Entre os trabalhos expostos, tinham bonecas de pano, panos de prato e toalhas bordadas, jogos de cozinha, blusas customizadas, luminárias em PVC, gravação em madeira, cadernos artesanais, tecelagens diversas, panelas de barro, entre outros trabalhos manuais. No local, também foram comercializados alimentos (bolos, doces e salgados) produzidos por grupos de mulheres que já fazem empreendimentos coletivos no bairro.
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