Fundação Pedro Calmon

30/01/2020 15:20

Leitores comentam sobre momentos que vivenciaram nas Bibliotecas Públicas

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A escritora carioca Cecília Meireles já dizia que os dias são feitos de pequenos desejos e vagarosas saudades. Durante toda a vida, alguns momentos deixam marcas, como o caso da mercadóloga Camila Assemany (27), que relembra a infância na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato (BIML/Nazaré).

Camila é familiarizada com as palavras, afinal, ela trabalha na área de Comunicação há quase 10 anos, resultado de sua formação no curso de Marketing, em 2013, na Universidade Salvador (UNIFACS). Mas sua relação com textos e leitura data desde 1996, quando a mãe Sâmara Assemany a levava para a BIML quando criança.

“Um adulto lia as histórias de um jeito diferente, conseguia entrar no universo da historinha e, ao final, batíamos papo sobre o que tínhamos entendido e explicava caso tivéssemos dúvidas, além do momento da conclusão com qual lição aquela leitura nos deixava para a vida”, relata.

A educadora Sâmara Assemany (51) conta que, naquela época, estudava Letras na Universidade Federal da Bahia (UFBA) no turno vespertino, e, durante as manhãs e as noites, trabalhava em uma escola como professora. Nas tardes das sextas-feiras, decidia levar a filha à biblioteca, aproveitando, assim, mais tempo juntas e participando das atividades da unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa).

“Eu a levava na biblioteca para desenvolver o gosto e o prazer pela leitura. Desde pequena eu lia para ela dormir. E eu acho que todos os pais devem levar seus filhos aos espaços de leitura para que as crianças tenham o momento para ler, para despertar a imaginação”, diz a educadora, que atua na área há quase 30 anos.

Para além dos benefícios citados por Sâmara, Camila revela que as contações de histórias a ajudaram a ter boas notas no período escolar, principalmente em disciplinas como Redação, Língua Portuguesa e Literatura, enquanto que as oficinas de teatro a deixavam menos tímida.

“Hoje sou muito grata a minha mãe, que, como educadora nata, levava toda semana com muita alegria para estar imersa no universo da leitura e da arte, e compartilhando aquele momento comigo. Esse incentivo me fez um ser humano muito mais feliz”, celebra.

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Algo parecido ocorre ao mediador cultural Cristiano Costa (33), que via na Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB/Barris) um lugar de refúgio com atrativos durante todo o dia. Ele conta que, após acabarem as aulas no Colégio Estadual Severino Vieira e depois no Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, onde estudou o 1° e 2° ano, respectivamente, ia para a BCEB esperar a irmã, que trabalhava nos Barris durante a tarde e a noite.

“Era muito mais atrativo para mim, recém-chegado na cidade, aproveitar o movimento do Centro. Então, eu ficava na Biblioteca dos Barris, lia livros, pesquisava, fazia trabalhos do colégio ou, então, eu ia assistir filmes na Sala Alexandre Robatto”, lembra ele, que fazia uso do acervo disposto pela biblioteca.

Apesar de nos últimos anos frequentar menos, Cris comenta que o setor que mais gosta na unidade é o Quadrilátero por ser aberto e ventilado, além de ter a possibilidade de fazer reuniões e encontros, o que o fez criar uma relação de afetividade com o espaço.

“Quando eu não ia fazer trabalho do colégio, eu ia ler. Quando não ia ler, eu assistia um filme ou então fazia tudo no mesmo dia. Durante todo esse tempo, desde o ensino médio, eu tenho mais uma relação afetiva com a biblioteca, e dá uma saudade daquela época”, diz.


As bibliotecas públicas integram o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, gerido pela Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA). O Sistema é composto por seis bibliotecas públicas estaduais, localizadas em Salvador e Itaparica, além da Biblioteca de Extensão e da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé especializada na história da Bahia. O Sistema também presta assistência técnica para mais de 450 bibliotecas municipais, comunitárias e pontos de leitura, além de cursos de capacitação para os funcionários destas unidades.

 

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