Livro e Leitura

28/02/2020 15:10

Concurso literário estimula a produção textual de jovens escritores

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Foto: ASCOM/FPC


Quando se tem incentivo, escrever é fácil. Por isso, através da Diretoria do Livro e da Leitura (DLL), que a Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA) premiou 18 crianças e adolescentes pela participação no V Concurso de Poesia e Redação para Escritores Escolares, uma forma de estimular nos estudantes baianos o hábito da leitura e da escrita.


Apesar dos prêmios, o maior incentivo é a visibilidade que os jovens e seus trabalhos recebem. Luiza Santana, professora, conta que, com o concurso, percebeu em seus alunos uma maior motivação para escrever. "Dar visibilidade a suas produções estimula outros a também escreverem, assim aconteceu em nossa escola".


A professora explica que a participação muda o jeito que cada aspirante a escritor se enxerga e enxerga a própria produção. "A premiação de uma aluna nossa teve uma repercussão muito positiva. Deu mais segurança, vontade de seguir adiante na prática da escrita, ampliando seus horizontes".


Kelly Sátiro, primeiro lugar na categoria redação do ensino fundamental II, concorda com a professora e completa que sua colocação foi uma surpresa. "Nunca imaginei que chegaria tão longe, agora me sinto ainda mais motivada para escrever cada vez mais". A menina viu no concurso uma excelente oportunidade de mostrar seu talento e foi premiada com o texto Ao som da chuva.  Uma crônica que, segundo ela, tem como objetivo fazer com que as pessoas tenham "consciência de quão curta é a vida e que temos que aproveitar tudo ao máximo".


Para Adrielle Oliveira o concurso também foi motivador. A jovem escritora confessa que, sendo sua primeira participação em uma competição literária, o resultado foi inesperado. "Não achei que eu pudesse ganhar em meio a tantos outros textos enviados. O concurso me fez ter mais esperanças e acreditar mais em meu potencial". Com De olho no lance, a estudante ficou em terceiro lugar na categoria Redação Fundamental II.


Em seu texto, ela retrata a realização do sonho de um adolescente cego: acompanhar uma partida de futebol em um estádio. Adrielle esclarece que o objetivo era mostrar que "qualquer pessoa, com qualquer tipo de deficiência, é capaz de se divertir e realizar algum sonho". A menina ainda fala sobre uma possível identificação de leitores com a crônica, "se meu texto conseguir tirar um sorriso de alguém que se identifique com o protagonista, isso já vai me deixar bastante feliz".


De acordo com Alan Santos, primeiro lugar na categoria poesia ensino médio, foi no concurso que ele teve o maior incentivo a leitura e a escrita. Ele conta que ficou entusiasmado ao participar e ver o estímulo que o concurso oferece aos participantes. Para ele, essas iniciativas "salvam vidas através de algo tão bonito, que é a literatura". O adolescente ainda pontua que, no concurso, outra questão “importante foi a troca de experiência e o contato com outros escritores”.


Alan explica que sua poesia premiada, De A a Z ninguém entende nada, é "um apanhado crítico geral sobre vários acontecimentos ao redor da sociedade", o jovem completa que sua pretensão é conscientizar as pessoas e torna-las "mais sensíveis para a realidade da maioria menosprezada".


A Diretoria do Livro e da Leitura (DLL) da FPC tem por finalidade incentivar a leitura, a formação de mediadores de leitura e fomentar e divulgar a produção de livros. Esta política é desenvolvida mediante apoio a instituições e através de editais específicos; a organização de concursos literários; e a realização de campanhas que visem incentivar a leitura, sobretudo de crianças e adolescentes. A DLL participa de festas literárias pelo Estado da Bahia com o objetivo de democratizar o acesso à leitura contemplando sua diversidade de expressões manifestadas em todos os territórios de identidade.

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