Conversando com a sua História | AGOSTO

Conversando com a sua História | AGOSTO











O Conversando com a sua História - promovido pelo Centro de Memória da Bahia, vinculado à Fundação Pedro Calmon/ SecultBA - acontecerá todas as terças-feiras, às 17h, no Espaço Xisto Bahia (Barris). O curso oferece certificado de atividades complementares com a carga horária de duas horas para os participantes.

Confira programação completa do mês de agosto:



Maria Hilda Baqueiro Paraíso1 DE AGOSTO, 17h | Presença indígena na Bahia Colonial

Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante: Maria Hilda Baqueiro Paraíso
A presença e o papel desempenhado pelas populações indígenas é normalmente ignorada pela historiografia tradicional. Tratada com informações equivocadas ou que ocultam seu papel, buscará demonstrar que eram esses povos, sua localização, suas alianças, revoltas, a importância como mão de obra e como terminaram por influenciar a formação econômica, social e as decisões administrativas adotadas na Colônia. Finalmente, questionar o mito de que a substituição da mão de obra indígena pela africana se deveu à preguiça e inadequação desses povos ao trabalho sistemático nos engenhos.


Mario Oliveira8 DE AGOSTO, 17h | As defesas da Bahia de Todos os Santos, no Brasil Colônia
Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante: Mario Oliveira
Defender as suas colônias de Além Mar era uma das maiores preocupações da Coroa de Portugal, principalmente em relação ao Brasil, com seu território de dimensões continentais. Inicialmente, defesas mais modestas foram prioritariamente organizada para proteção dos colonizadores dos silvícolas hostis, mas, a medida que o Brasil foi se desenvolvendo, despertou a cobiça de outras nações que dele se queriam beneficiar. Progressivamente, toda a costa brasileira e algumas fronteiras, foram ocupadas por fortificações, embora modestas, para defender o imenso território. Com a decisão de implantar um Governo Central foi escolhida a Baía de Todos os Santos para abrigar a “Cabeça do Brasil” e tornou-se necessário proteger o local e o território circundante.



 Tania Maria Pinto de Santana15 DE AGOSTO, 17h | Catolicismo, escravidão e vínculos sociais: um olhar sobre o Recôncavo baiano setecentista a partir dos testamentos dos seus moradores
Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante: Tania Maria Pinto de Santana
A palestra propõe-se a discutir alguns aspectos relacionados a história social e religiosa do recôncavo baiano, mas especificamente das freguesias vinculadas a vila de Cachoeira, a partir do estudo dos testamentos produzidos pelos moradores da região durante o século XVIII. Os testamentos foram as principais fontes históricas por mim estudadas durante o doutorado, quando analisei os legados e esmolas deixados pelos testadores para diferentes sujeitos e instituições. Nesta palestra pretendo analisar como a escolha dos destinatários destas doações foi influenciada pelas relações sociais e pelos vínculos interpessoais estabelecidos na comunidade local na qual tais sujeitos estavam inseridos.



Eduardo Borges22 DE AGOSTO, 17h | Temas e fontes para o estudo das elites na Bahia colonial.
Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante: Eduardo Borges
A intenção desta palestra é aproximar os pesquisadores e futuros historiadores, da ambiência historiográfica e de pesquisa de temáticas voltadas para o estudo das elites no período colonial baiano. Cabeça da América portuguesa por muitos anos, a Capitania da Bahia teve em suas elites indivíduos que se viam como verdadeiros vassalos do Rei de Portugal e membros legítimos de seu Império. Nesse caso, não se furtaram em reivindicar e participar diretamente do cotidiano do poder imperial em território colonial. Muitos foram os espaços institucionais de poder presentes na Bahia e todos, hoje, se transformaram em importantes fontes para a análise de nosso passado colonial. Sobre eles, vamos conhecer um pouco mais nesse encontro.



Rodrigo Osório29 DE AGOSTO, 17h | Os Funcionários-naturalistas na Bahia Atlântica Colonial: honra, práticas científicas e instituições (1768-1808)
Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante: Rodrigo Osório
O objetivo da palestra é analisar o papel dos funcionários-naturalistas baianos na rede ultramarina portuguesa que logrou a utilização da história natural como um instrumento de dominação colonial. Focalizando especialmente os conhecimentos botânicos, ressaltaremos a relação da botânica colonial com as políticas da Coroa portuguesa para a flora da Bahia Atlântica, na transição do século XVIII para o XIX a partir de três frentes: madeiras-de-lei, culturas agrícolas e ervas. Ali, a botânica serviu, por um lado, para potencializar a exploração dos recursos naturais no horizonte colonial, e por outro, foi assimilada pelos diferentes contextos locais, sendo reelaborada com características singulares que complexizaram as relações entre o centro e as periferias.
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