Conversando com a sua História | OUTUBRO

Conversando com a sua História OUTUBRO O Conversando com a sua História - promovido pelo Centro de Memória da Bahia, vinculado à Fundação Pedro Calmon/ SecultBA - acontecerá todas as terças-feiras, às 17h, no Espaço Xisto Bahia (Barris). O curso oferece certificado de atividades complementares com a carga horária de duas horas para os participantes.

Confira programação completa do mês de outubro:

Milton Moura3 DE OUTUBRO, 17H | A Presença do Negro no Meio da Rua no Carnaval de Salvador
Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante:
Milton Moura - Professor Titular de História na Universidade Federal da Bahia. Membro do Programa de Pós-Graduação em História e do Programa Multidisciplinar de Pós- Graduação em Cultura e Sociedade na mesma Universidade. Sua temática de referência é a História das Festas, sobretudo o Carnaval de Salvador. Interessa-se também pela reflexão sobre a diferença cultural. Vem se envolvendo em estudos sobre Cultura e Festa em Cartagena de Índias, Caribe colombiano. Coordena o Grupo de Pesquisa O Som do Lugar e o Mundo.
Um modo de estudar a história do carnaval é buscar a localização dos pobres, estrangeiros, doentes e demais pessoas em condição de subalternidade. O Negro, que costuma ocupar posições periféricas, pode ocupar o centro da rua e da praça durante o Carnaval, a depender do formato da festa. É uma forma de inversão que pode servir como um condutor de pesquisa. Na palestra serão expostos alguns traços de como isto ocorre em Salvador.

Erivaldo Sales Nunes10 DE OUTUBRO, 17H | Por uma História Social do Candomblé Congo-Angola na Bahia: contribuições do Terreiro do Bate Folha na primeira metade do século XX
Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante: Erivaldo Sales Nunes - Doutor em História Social pela Universidade Federal da Bahia (2017) e Doutorado Sanduíche pela Universidade Nova de Lisboa (2015). Possui Mestrado em Letras - Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (2002) e Graduação em História pela Universidade Federal da Bahia (1998). É especialista em Arte e Patrimônio pela Faculdade São Bento/BA (2011) e em Gestão e Política Cultural pelo Instituto Itaú Cultural/São Paulo e Universidade de Girona/Espanha (2013). Atualmente é professor de História do Instituto Federal da Bahia-IFBA, campus Salvador e do Curso de Especialização em Estudos Étnicos e Raciais do IFBA, campus Salvador. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Regional e do Brasil, atuando principalmente com os seguintes temas: samba de roda, memória, cultura popular, cultura e religiosidade afro-brasileira, arte, patrimônio cultural, colonização, monarquia e república no Brasil. Ministra consultorias em projetos de pesquisas históricas, além exercer atividades nos setores de turismo, de educação, de arte, de gestão do patrimônio cultural.
Evidenciar as formas de representações religiosas e sociais do Terreiro de Candomblé Congo-Angola do Bate Folha, em Salvador, no período compreendido entre 1916 a 1946 é tarefa inicial. Além disso, num segundo momento, a proposta será discutir a passagem do espaço terreno (propriedade) para espaço terreiro (lugar de resistências e práticas religiosas). Por fim, a compreensão das experiências do tata fundador do terreiro – Manoel Bernardino da Paixão, envolvendo circunstâncias de perseguições, práticas de cura, afetos e desafetos, nos ajudam a dar visibilidades a micros-histórias do universo afro-religioso baiano.

Alessandra17 DE OUTUBRO, 17H | Samba e Saberes na roda de Salvador 1930-1950.
Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante: Alessandra Carvalho da Cruz - Graduada em História pela Universidade Católica do Salvador (1999). Fez especialização em História da Bahia (2005). Possui Mestrado em História Social pela Universidade Federal da Bahia (2006).
A palestra versa sobre a força do Samba nas lutas pela afirmação de uma cultura Afro- Brasileira na primeira metade do século XIX. A análise é feita a partir da interpretação de canções, memórias e trajetórias de vidas de sambistas e sujeitos que compuseram com muita labuta, sentido e razão a um dos registros mais autênticos da nossa História.

Fabricio Mota24 DE OUTUBRO, 17H | Identidades Negras na Música Reggae da Bahia.
Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante: Fabricio Mota - Graduado em Licenciatura em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2004), Mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia (2008). Atua ainda como músico, de formação autodidata, desde os anos 90, experiência que, associada ao trabalho acadêmico, tem potencializado o envolvimento com pesquisas sobre musicalidades, Diáspora, identidades e antirracismo.
Música e movimentos sociais irão compor o duo do debate, onde a análise permite compreender a ação dos grupos humanos e suas estratégias de mobilização e intervenção pública. Será discutida a mobilização dos negros na Bahia depois da fase de reafricanização do carnaval (1970), para demonstrar como o reggae foi decisivo na luta pela afirmação dos descendentes de africanos no país. Centrado no período de irrupção do reggae (1980 a 1990), parte do suposto de que o gênero musical amparou os sentidos de pertencimento do negro, fornecendo para a juventude inspiração e estímulo no combate à discriminação. Serão abordados elementos importantes que facilitaram a compreensão das relações étnicas e raciais em nosso país e como a arte, em geral, e a música, em particular, guardam íntimas relações com a dinâmica da realidade.

Marlon Marcos31 DE OUTUBRO, 17H | Iyá Zulmira De Zumbá: Uma Trajetória Entre Nações De Candomblé
Local: Biblioteca Central do Estado da Bahia (Espaço Xisto Bahia)
Palestrante: Marlon Marcos Vieira Passos - Completou Licenciatura em História pela Universidade Católica do Salvador (1993) e Bacharelado em Comunicação/Jornalismo (2004) pela Universidade Federal da Bahia. É Mestre em Estudos Étnicos e Africanos pelo CEAO-UFBA. Defendeu a Dissertação de Mestrado Oyá-Bethânia: os mitos de um Orixá nos ritos de uma Estrela. Suas atividades de pesquisa estão relacionadas principalmente às seguintes temáticas: Orixás, Irmandades Religiosas, Religiões Afro-Brasileiras, Música Popular e Literatura no Brasil. Trabalhou como Assessor de Comunicação no Palacete das Artes Rodin Bahia. Ministrou aulas como Professor-Visitante, da UNEB, no Curso de História, na cidade de Itaberaba-Ba, até fevereiro de 2013. Trabalha como professor efetivo de sociologia e história na Rede Oficial de Ensino do Estado da Bahia. E desde 2014, trabalha como professor substituto no Departamento de Educação, na UNEB-Salvador, lecionando as disciplinas de Educação e Relações Etnicorraciais, Antropologia Contemporânea, Antropologia Clássica, História da cultura africana e afro-brasileira. Pratica o jornalismo como Articulista, quinzenalmente, no Jornal A Tarde, em Salvador (BA). Hoje é doutor em Antropologia pelo Programa de Pós- Graduação em Antropologia - UFBA.
A palestra irá trazer um desenho etnográfico da trajetória de Zulmira de Santana França, sacerdotisa de candomblé, iniciada aos sete anos de idade nos anos 1940, por Marieta Beuí, mameto do Unzó Tumbenci, terreiro fundado por ela, na década de 1930, na cidade do Salvador (BA), de nação congo- angola. Serão abordados os entrecruzamentos de nações, a presença do congo-angola, do ketu, e, de certa forma, do jeje no exercício sacerdotal de mãe Zulmira em seu terreiro. Serão apresentadas categorias analíticas bastidianas, como o princípio de participação (Bruhl), corte e as equivalências místicas; o conceito de agregação visto em Luis Nicolau Parés; algumas abordagens sobre perspectivas fenomenológicas em estudos afro-brasileiros desenvolvidos por intelectuais como Miriam Rabelo. Esta será uma palestra que se volta para a negação da chamada pureza ritual e que busca evidenciar as misturas entre nações de candomblé e outras expressões religiosas, como umbanda, catolicismo e espiritismo. Será apresentado também o conceito de transnação, que fortalece a compreensão desse estudo, já que configura outras possibilidades rituais em casas abertamente amalgamadas, que já não podem ser entendidas pelos marcadores definidores da acepção Nação, vistos em terreiros considerados tradicionais, por estarem alinhados, fundamentalmente, A Casa Branca, o Gantois e o Afonjá.
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