Arquivos

16/05/2018 15:00

13 de maio e o pós-abolição da escravatura na Bahia foi assunto de palestra no Arquivo Público

Arquivo Público
Fotos: Tom França

“13 de maio foi uma data na Bahia altamente festejada criando grandes expectativas. Era o começo de uma nova era. Três anos após abolição, veio a decepção. As pessoas pensavam que o Brasil iria, a partir dali, dar um salto de transformações sociais e de inclusões. Porém, foram frustrados porque continuaram excluídos na sociedade”, explicou o professor Walter Fraga.

APEBDurante a quinta edição do projeto Com a palavra o pesquisador, coordenado pelo Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB/Barris), o professor Walter Fraga, destacou uma série de reflexões sobre o significado da abolição da escravatura na Bahia e no Brasil.

O professor tratou sobre sua trajetória como pesquisador e destacou ser o Arquivo Público uma fonte de pesquisa essencial, que muito contribuiu e contribui nos seus estudos. “Chegava aqui pela manhã e só saia à tarde. Este tema foi objeto do meu doutorado e, cada vez mais, procuro me aprofundar para conhecer melhor a temática da abolição”, afirmou Fraga.

“Procuro comparecer ao máximo as palestras promovidas pelo Arquivo. Esta iniciativa ajuda na minha formação de historiador. Este tema, inclusive, vai agregar ao meu TCC”, ressaltou Gabriel Araújo, estudante de História da UNEB.

A estudante de História da UNEB, Driele Gonçalves, defendeu a importância de palestras que falem mais sobre a história do Brasil. “É importante resgatar a memória do país. A gente ainda tem muito que abolir”, comentou a estudante.

Arquivo Público – Com 128 anos, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), é a segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público.
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