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17/05/2018 11:50

Ações de acessibilidade e experiências sensoriais e cognitivas marcam evento no Museu da Misericórdia

CAP
Fotos: ASCOM

Com depoimentos de história de vida repletas de dificuldades, superações e conquistas, o Museu da Misericórdia abriu suas portas para a roda de conversas Nada Sobre Nós, sem Nós - Um relato de Experiências. A mesa de participantes foi formada por convidados com deficiência visual que contaram suas experiências. Uma delas foi a professora Joselita Muniz, que falou da importância da família para o seu desenvolvimento e destacou que “temos vontades, direitos e deveres e ter acesso à cidade é algo precioso”.

Em homenagem a Semana Nacional do Museu, o Museu da Misericórdia, em parceria com a Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB) e o Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP), realizou atividades de promoção de acesso e conhecimento ao universo de produção de pessoas com deficiência visual. Além da roda de conversas, teve a exposição Com Outros Olhos - Uma experiência de Aprendizado e Interatividade.

Sorobã
A exposição, que acontece até o dia 30 de maio, apresenta elementos que contribuem para o aprendizado de uma pessoa com deficiência visual, como por exemplo, o Sorobã que é um instrumento milenar para o aprendizado de cálculos matemáticos. Nele é possível aprender a soma, subtração, divisão, multiplicação, raiz quadrada, fração e diversas outras necessidades do mundo matemático.

Para o professor de Sorobã, José Márcio Nunes, “essa é uma iniciativa interessante dos organizadores, pois divulgamos para a sociedade o que existe para uma pessoa com deficiência visual”. Ainda segundo Nunes, “acessibilidade é um direito básico, mas infelizmente vivemos em uma sociedade que, no geral, não tem sensibilidade para nossos direitos”, acrescentou.

Na oportunidade, foi mostrado também como funciona o aprendizado do Sistema Braille que é uma forma de escrita para os deficientes visuais e outras metodologias que possibilitam o estudo e conhecimento sobre mapas, tabela periódica, composição das células, sistemas do organisBCEBmo, átomo, entre outros. Vale ressaltar que a Biblioteca Central do Estado da Bahia possui um setor de Braille que oferece pesquisa online, empréstimos de livros, transcrição, empréstimo de máquinas de escrever entre outros serviços prestados em braile.

“A exposição tem a proposta de aproximar do universo de uma pessoa com deficiência visual”, disse Osvaldina César, que é museóloga e organizadora do evento. Ainda segundo ela, “procuramos parceria para inserir esse público em espaços culturais” afirmou. Nesse sentido, o diretor do CAP, Ruvelto Carvalho, entidade parceira da ação, falou que a equipe do órgão tempensado em outras formas de linguagem de educação inclusiva e a aproximação com a cultura e com a arte também auxilia no desenvolvimento do deficiente visual.

A BCEB, unidade ligada a Fundação Pedro Calmon/SecultBa, tem desenvolvidos projetos de inclusão social há 48 anos e o setor especializado em Braille tem acervo com aproximadamente 2000 obras, além de tecnologia e atendimento qualificados. De acordo com Raquél Ávila, subgerente de atividades especiais, “é necessário ter um olhar de inclusão para esse público. Isso não é um favor e sim um direito que eles têm”, afirmou Ávila.

Serviço:
O que: Ações de acessibilidade e experiências sensoriais e cognitivas marcam evento no Museu da Misericórdia;
Onde: Museu da Misericórdia;
Quando: 16 de maio de 2018 – Exposição até dia 30 de maio de 2018.
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