Bibliotecas

14/06/2018 16:30

Palestra esclarece estigmas sobre a AIDS na Monteiro Lobato

Palestra Aids
(Foto: Ascom/FPC)

No Brasil, desde 2014, foi publicada a Lei antidiscriminação (Lei nº 12.984) que define o crime de discriminação aos portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e aos de Aids. Essa atitude do Governo Federal tem o objetivo de combater preconceitos por falta de conhecimento da população.

Nessa perspectiva, a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato (BIML/Nazaré) promoveu uma roda de conversa com o intuito de esclarecer alguns estigmas sobre o assunto, além de orientar sobre a prevenção e o tratamento do HIV. A discriminação está entre os principais obstáculos em relação aos cuidados para a prevenção e tratamento, por isso a ação visou desmistificar atitudes que dificultam o bom relacionamento com os portadores.

A roda de conversa foi conduzida pela psicóloga Vanessa Santos que tem ex-Palestra_Aidsperiência em ambulatório de infectologia da cidade de Salvador e vivência com um grupo de pessoas que convivem com a Aids. Para ela, “trazer informações para o ambiente público contribui para esclarecer que a doença não é uma praga que pega com o contato de compartilhar um copo e que é possível se tratar para não desenvolver a doença”, disse Santos.

Desde 1987 pesquisas são realizadas para oferecer uma melhor qualidade de vida aos portadores e, hoje, os medicamentos estão bem avançados para o controle do vírus. De acordo com a psicóloga, “uma pessoa infectada que usa o medicamento regularmente e for acompanhada por um especialista infectologista, dificilmente terá problemas devido à doença e terá uma rotina de vida normal”, afirmou Vanessa.

Esse tipo de ação oferece mais programações ao público no ambiente da biblioteca. Segundo Luciene Borges, mãe de Carlos Eduardo, que faz aula de teatro no espaço, “é um aprendizado ouvir esse tipo de conteúdo com informações profissionais, pois compartilhamos em casa e orientamos nossos filhos”, disse Luciene. Ainda segundo ela, “essa palestra estimula a não termos preconceitos com as pessoas que tem o HIV”, acrescentou.

A mãe de Miguel Passos que também faz teatro na BIML, Daíse Passos, destacou a importância de ter esse tipo de atividade, uma vez que ela vem trazer o filho para a aula e aproveita o tempo para se informar. “O que aprendo aqui eu reproduzo para outras pessoas e isso é fundamental para termos conhecimento”, afirmou Daíse.

A atividade que é uma parceria com o Projeto Brincando em Família - Juventudes e Projetos de Vida é uma ampliação do serviço que oferece atendimento psicológico semanal às crianças que frequentam a biblioteca e suas mães. De acordo com a diretora Patrícia Porto, “estreitamos os laços com o projeto que é da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e oferecemos à sociedade atendimento psicológico gratuito, assim como essa capacitação com informações esclarecedoras sobre assuntos do nosso cotidiano”, disse Porto.

A BIML é órgão da Fundação Pedro Calmon (FPC) que é ligada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult/BA).
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