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16/01/2019 10:20

Arquivo Público celebra 129 anos de história, memória e serviços prestados

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Criado em 1890 pelo primeiro governador republicano da Bahia, Manoel Vitorino Pereira, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) é considerado a segunda instituição arquivística pública mais importante do país, atrás apenas do Arquivo Nacional do Brasil, ligado ao Ministério da Justiça.

Gerido pela Fundação Pedro Calmon, o APEB custodia manuscritos e impressos originais, produzidos e acumulados quando a cidade de Salvador foi capital político-administrativa do Estado do Brasil durante 214 anos (1549 a 1763), além de documentos produzidos no período Colonial, Monárquico e Republicano.

A atual sede do APEB já foi casa de repouso dos Jesuítas, depois tornou-se leprosário (1787) e asilo (1876) e é localizada na Ladeira de Quintas e denominada Solar Quinta do Tanque, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1949, e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), em 1949. O espaço recebe pesquisadores e estudiosos de diversos lugares e oferece visitas guiadas e palestras sobre organização de informações e documentos.

De acordo com a diretora da APEB, Teresa Matos, “o arquivo representa um espaço de cidadania e de produção do conhecimento acadêmico-cientifico e cultural para a sociedade baiana e brasileira”, afirmou a diretora. Ainda segundo ela, “é uma referência democrática e atende a baianos, brasileiros e estrangeiros com vistas ao pleno exercício da cidadania”, acrescentou Matos.

Com a Lei 12.527/2011 de Acesso à Informação, a área de organização e classificação de documentos ganhou impulso e a APEB é uma referência na orientação aos órgãos e entidades da administração pública estadual, sensibilizando os gestores a tornarem documentos acessíveis ao público. Neste sentido, o Arquivo Público realiza assistência técnica a diversos órgãos com a finalidade de criar e institucionalizar Planos e Códigos de Classificação.

No último dia 13 de dezembro de 2018 foi assinada Ordem de Serviço para obras no espaço. Será realizada restauração e reforma da edificação no valor de R$ 2.301.585,96. A última reforma havia acontecido entre os anos de 1977 e 1980, e dessa vez foi dividida em três etapas. Em 2012, foi realizada a requalificação do sistema elétrico, lógico e telefônico, no valor de R$ 652.805,00; em 2014, foi à vez da restauração do telhado e do forro, no valor de R$ 2.164.808,00; e essa é a terceira etapa.


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Fotos: Rosilda Cruz/GOVBA


O plano de execução da reforma engloba a construção de anexo para refeitório, depósitos e sanitários; reforma na instalação elétrica e hidrossanitária; instalação de circuito fechado de TV; pintura geral; recuperação de todas as janelas e portas e reforma de esquadrias; iluminação externa; comunicação visual; restauração dos elementos arquitetônicos; restauração de bens artísticos móveis e integrados; recuperação de toda a estrutura e cobertura; e instalações mecânicas, como elevador e monta carga.

Segundo a diretora, “é um investimento necessário para qualificar a preservação e o acesso a dois patrimônios de imensurável significado e importância – o documental e o arquitetônico” ressaltou Teresa Matos.

O prazo para a execução da obra é de aproximadamente 270 dias. Por isso as visitas devem ser consultadas anteriormente para confirmar possibilidade de acesso pelo telefone (71) 3116-2165.


O Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), localizada na Baixa de Quintas, oferece atendimento presencial e à distância, emissão de certidões, visitas monitoradas, gestão de documentos e orientação técnica aos arquivos públicos municipais, além de palestras, ciclos de debates, visitas guiadas, base de dados para pesquisadores. O Arquivo Público reúne documentos textuais, manuscritos e impressos, produzidos no período Colonial, Monárquico e Republicano. O APEB funciona de segunda à sexta das 8h30 às 17h.

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