Fundação Pedro Calmon

19/05/2020 14:30

20 anos sem Paulo Jackson

1


Paulo Jackson começou sua militância, propriamente dita, no movimento estudantil atuando pelo diretório acadêmico de engenharia da UFBA; em seguida, teria se ligado a movimentos de associação de moradores e bairros. Mas foi com a eleição realizada para o Sindicato dos Engenheiros que Paulo Jackson pode atuar de forma mais consistente e visível, participando da luta pela redemocratização do país.

Paulo Jackson nasceu em Caetité, cidade no sertão da Bahia, em 8 de junho de 1952, filho de João Vilasboas Castro e Placídia Cardoso Vilasboas. Paulo Jackson era irmão de: Zildir, Zoraide, Zalvira, Zenira, João, Zuleide e Idalina. 

No período em que esteve enquanto deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (1993-2000) tornou-se conhecido por duas grandes questões de muita importância: primeiro, em função de sua oposição à situação, grupo ligado a Antônio Carlos Magalhães, e segundo, por uma trajetória marcadamente direcionada à luta e defesa da universalidade da água e do saneamento.  

Líder do bloco de oposição na Assembleia Legislativa em vários períodos, com atuação firme no plenário, Paulo Jackson trabalhou também em diversas comissões. Foi vice Presidente dos colegiados de Proteção ao Meio Ambiente (1994); Constituição e Justiça (95/99); Fiscalização e Controle (98); relator da Comissão Especial sobre Código de Ética e Decoro Parlamentar (96/98); titular da Saúde e Saneamento (93/94); Especial de Consolidação das Leis (93/94); Divisão Territorial (95/96) e da CPI para investigar Convênios do INCRA com os municípios baianos (1999/2000). 

Em 1995 propôs a criação da Comissão Especial de Combate a Fome com o objetivo de fomentar discussões e propor políticas para melhorar a qualidade de vida dos baianos. Nesse mesmo ano, conseguiu aprovar a Lei nº 6.857/95 regulamentando as comemorações alusivas ao Dia da Consciência Negra. Outro projeto de Lei de sua autoria foi a que instituiu o Dia Estadual da Água, Lei nº 6.908/95, esta lei segundo Paulo Jackson era uma homenagem aos trabalhadores do SINDAE. 

Toda essa dedicação resultou em reconhecimento público através de premiações com os troféus “Destaque em Plenário” e “Melhor Líder Partidário”, pelo Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa, que era formado por jornalistas de rádio, televisão e jornais que acompanhavam o trabalho dos parlamentares.

No auge de sua carreira política em 19 de maio de 2000, Paulo Jackson seguia para a comunidade de Gameleira do Assuruá, no município de Gentio do Ouro para fazer uma palestra sobre a questão da água, quando o ônibus em que estava tombou numa ribanceira, matando cinco pessoas, incluindo Paulo e ferindo outras 18 pessoas. 

Paulo Jackson Villasboas era casado com Dona Suzana Rocha e deixou dois filhos, Daniel e André.


“A VIDA É FEITA DE RISCOS. TEMOS QUE ARRISCAR”




Valdicley Vilas Boas

Coordenador de Documentação do CMB

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.